O Mapa de Piri Reis


O mapa de Piri Reis é um famoso mapa mundi pré-moderno do século 16 feito pelo cartógrafo e admirador Otomano-Turco, Piri Reis. O mapa mostra parte das costas ocidentais da Europa e norte da África com razoável precisão, e a costa do Brasil também é facilmente reconhecida. Várias ilhas Atlânticas incluindo os Açores e as Canárias são retratadas, assim como a mítica ilha de Sete Cidades (Antillia). O mapa é notável pela sua descrição de uma massa de terra no sul que alguns controversamente alegam ser evidência de uma consciência antiga da existência da Antártida. Alguns eruditos alegam que este e outros mapas sustentam a teoria de uma exploração global por uma civilização pré-clássica ainda não descoberta.

Cabelo de Anjo


O “cabelo de anjo” é um fenômeno raro, que até o momento tem desafiado a explicação. É feito de filamentos sedosos que “chovem” na terra, mas aproxime-se para pegá-los e eles desaparecerão na frente dos seus olhos. É um fenômeno mundial, ocorrendo mais comumente na América do Norte, Nova Zelândia, Austrália e Europa ocidental. Não há nenhuma prova conhecida para o que causa esta substância, ou sequer do que é feita. As especulações são de que sejam de aranhas ou de outro tipo de inseto fiador de seda, e mesmo OVNIs, já que normalmente é associado com avistamento de OVNIs. Por causa de sua natureza sensível, é difícil de coletá-los e analisá-los, já que estão sujeitos à contaminação da fumaça de escapamento dos carros, e até mesmo do contato humano, o que poderia distorcer os resultados químicos.

Objetos Metálicos Inconvenientes


Os humanos sequer estavam por aí há 65 milhões de anos atrás, que derá pessoas que trabalhassem o metal. Então como a ciência explica os tubos metálicos semi-ovóides desenterrados de uma greda cretácea de 65 milhões de anos na França? Em 1885, um bloco de carvão mineral foi quebrado e se encontrou um cubo de metal, obviamente feito por mãos inteligentes. Em 1912, empregados de uma usina elétrica quebraram um grande pedaço de carvão mineral do qual caiu um vaso de ferro! Uma unha foi encontrada incrustrada em um bloco de arenito da Era Mesozóica. E existem muitas, muitas mais anomalias desse tipo.

(Para quem se interessa por esse tipo de anomalia arqueológica, um livro muito interessante é “História Secreta da Raça Humana“, de Michael Cremo e Richard L. Thompson.

Fósseis Impossíveis


Fósseis, como aprendemos na escola, aparecem em rochas que foram formadas a muitos milhares de anos atrás. Mesmo assim, existe um número de fósseis que não fazem sentido, nem geológico, nem histórico. O fóssil de uma digital humana, por exemplo, foi encontrado em um calcário estimado em 110 milhões de anos de idade. O que parece ser um dedo humano, que foi encontrado no Ártico Canadense também data de 100 à 110 milhões de anos atrás. E o que parece ser o fóssil de uma pegada humana, possivelmente usando uma sandália, foi encontrado próximo a Delta, Utah, em um depósito de xisto estimado ter de 300 à 600 milhões de anos de idade.

O Livro Oera Linda


O livro Oera Linda é um controverso manuscrito frísio (Frísia, antiga província da Holanda) que trata de temas históricos, mitológicos e religiosos, que primeiro vieram à luz no século 19. Os temas descritos no Oera Linda incluem catastrofismo, nacionalismo, matriarcado, e mitologia. O texto alega que a Europa e outras terras foram, por boa parte de sua história, governadas por uma sucessão de matriarcas que presidiam sobre uma ordem hierárquica de sacerdotisas celibatárias dedicadas à deusa Frya, filha do supremo deus Wr-alda, e Irtha, a mãe terrena. A alegação feita também diz que a civilização Frísia possuía um alfabeto que era o ancestral dos alfabetos Grego e Fenício. O manuscrito da época possui a data de 1256. Alegações internas sugerem que este é uma cópia de um manuscrito mais antigo, que, se genuíno, teria sido escrito por várias pessoas entre 2194 a.C e 803 d.C.

Bolas de pedra gigantes da Costa Rica


Trabalhadores cortando e queimando seu caminho através da densa floresta da Costa Rica, para limpar a área para plantação de bananas nos anos 1930, se depararam com alguns objetos incríveis: dúzias de bolas de pedra, muitas delas perfeitamente esféricas. Elas variavam em tamanho, de pequena como uma bola de tênis aos surpreendentes 2,5m de diâmetro e pesando 16 toneladas! Apesar de que as pedras são claramente feitas pelo homem, não se sabe quem as fez, com que propósito, e o mais confuso, como conseguiram tanta precisão esférica.

As pedras de Ica


No início dos anos 1930, o pai do Dr. Javier Cabrera, Antropólogo Cultural de Ica, Peru, descobriu várias centenas de lápides de pedras, nas tumbas dos antigos Incas. O Dr. Cabrera, continuando o trabalho do pai, já recolheu mais de 1.100 dessas rochas andesito, que se estima terem entre 500 e 1.500 anos de idade, e são popularmente conhecidas como Pedras de Ica. As pedras possuem entalhes, muitas delas com desenhos sexuais (o que é comum nesta cultura), algumas mostram ídolos e outras retratam práticas como cirurgia cardiovascular e transplantes cerebrais. Os entalhes mais surpreendentes, entretanto, claramente representam dinossauros – brontossauros, tricerátops, estegossauros e pterossauros. Enquanto os céticos consideram as pedras Icas uma fraude, a sua autenticidade nunca foi provada nem refutada…

As Pedras Dropa

Em 1938, uma expedição arqueológica liderada pelo Dr. Chi Pu Tei nas montanhas Baian-Kara-Ula da China, fez uma surpreendente descoberta em algumas cavernas que aparentemente foram ocupadas por alguma cultura antiga. Enterradas sob a poeira das eras, no chão da caverna haviam centenas de discos de pedras. Medindo aproximadamente 23cm de diâmetro, cada uma possui um círculo cortado no centro, e foi talhada com uma ranhura espiral, fazendo com que se pareça, com muita semelhança, a um antigo disco de vinil, de 10.000 à 12.000 anos de idade. As ranhuras espirais, como se constatou mais tarde, são na verdade compostas de pequeninos hieróglifos que contam a incrível história de espaçonaves de algum mundo distante, que aterrissaram nas montanhas. As naves eram pilotadas por pessoas que se auto-denominavam os “Dropas”, e os restos de seus descendentes, possivelmente, foram descobertos na caverna.

(Isso me lembra aquela história -infelizmente não me recordo dos detalhes – , real, de antropólogos que haviam descoberto uma tribo totalmente desconhecida e sem contato algum com a “civilização”, logo no início da “era do avião”, e que observaram que depois que os integrantes da tribo viram um avião pela primeira vez, criaram uma mitologia para explicá-lo…-isso inclusive está filmado, já tendo passado no National Geographic Channel – Fizeram réplicas do avião e criaram rituais em torno dele. Na verdade era essa a forma que os antigos arranjaram para explicar coisas que estavam muito além do conhecimento imediato deles. Apesar de muitos pensarem e dizerem que a mitologia nada mais é do que um conjunto de lendas e superstições metaforizadas que nada mais demonstram senão a ignorância e irracionalidade humana da antigüidade, na prática e na pesquisa comparada, a realidade é bem outra. Ainda não há uma explicação final para o fato das mitologias de todos os povos serem tão parecidas, de povos que nunca tiveram contato entre si…)

As esferas sulcadas


Pelas últimas décadas, mineiros na África do Sul têm desenterrado misteriosas esferas metálicas. De origem desconhecida, estas esferas medem aproximadamente 2,5cm de diâmetro, e algumas são entalhadas com três ranhuras paralelas circulando ao redor da linha do equador. Dois tipos de esfera têm sido encontradas: uma composta de um sólido metal azulado com manchas brancas; a outra possui uma concavidade, preenchida com uma substância branca esponjosa. O surpreendente da história é que a rocha em que foram encontradas é do período Pré-cambriano – e datada de 2.8 bilhões de anos de idade! Quem as fez e com que propósito, ainda é desconhecido.

Geoglifos na Amazonia


Formas geometricas na Amazonia

Gigantescas formas geométricas aparecem na Amazônia

Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana.



O que são as gigantescas formas geométricas que estão aparecendo na Amazônia? Segundo os cientistas, os desenhos monumentais foram feitos muito antes de Cabral chegar ao Brasil. Mas por quem e como?

Elas passaram séculos escondidas pela floresta. Agora, com o desmatamento para criação de gado, estão aparecendo cada vez mais. Formas perfeitas escavadas no solo, espalhadas pelo extremo oeste da Amazônia. Vestígios de uma sociedade desconhecida ou restos do lendário reino de Eldorado, com que tantos exploradores sonharam?

Os cientistas chamam estes desenhos de geoglifos. “Isso aqui era um grande sistema que se estendia por centenas de quilômetros nessa região da Amazônia”, aponta Alceu Ranzi, paleontólogo da Universidade Federal do Acre.

Alceu Ranzi se dedica há 30 anos ao assunto. Ele fazia parte da equipe que descobriu os desenhos, em 1977. Mas foi só nos últimos tempos que o número de achados disparou, graças a fotos de satélite disponíveis na internet. Já são quase 300 geoglifos. De alguns, os pesquisadores nunca chegaram perto.

“Ninguém sobrevoou e ninguém fotografou, que são os geoglifos de Boca do Acre”, conta o paleontólogo da Universidade Federal do Acre Alceu Ranzi.

Apesar do nome, Boca do Acre fica no Amazonas. É para lá que vamos. Em pouco tempo, começamos a ver as formas. Algumas bem nítidas, outras parcialmente encobertas pela mata. “Normalmente são quadrados e círculos. Temos octógonos também”, descreve o paleontólogo.

Alguns geoglifos são mais elaborados, apresentam várias formas geométricas diferentes. Dá para ver um que tem um quadrado com um quarto de círculo dentro.

No solo, a gente percebe o grau de sofisticação. Para o fazendeiro Jacob Queiroz, de 93 anos, dono de terras onde existem algumas figuras, elas não podem ser simples obras da natureza: “Isso aqui foi gente que fez. É trabalho de engenheiro”.

Estamos num geoglifo quadrado, com 200 metros de lado. Valas delimitam a figura. Dentro de um desses canais, vemos que a terra foi escavada e cuidadosamente empilhada do lado de fora.

Por isso, chegou-se a pensar que as valas seriam trincheiras da Revolução Acriana, uma revolta do início do século XX contra a dominação da Bolívia no território. A história foi contada na minissérie "Amazônia", em 2007.

Mas a teoria das trincheiras está fora de cogitação. As análises geológicas publicadas mostram que os geoglifos são muito mais antigos: do século XIII. “Uns 200, 300 anos antes de Cabral”, calcula o paleontólogo Alceu Ranzi.

Para o professor Alceu, os geoglifos eram áreas de rituais religiosos. “Pela elaboração, pela monumentalidade, pelo espaço”, ressalta o paleontólogo da Universidade Federal do Acre.

Outra questão intrigante: como é que os habitantes daquela época, do século XII e XIII, conseguiram fazer isso dentro de uma floresta superdensa? “Essa região da Amazônia devia estar passando por um problema climático”, comenta o especialista.

Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana. Parecido com o cerrado brasileiro.

Falta ainda a principal peça do quebra-cabeça: que tipo de sociedade projetou esses monumentos? As principais teorias sobre os povos que viveram nesta região antes de o Brasil ser descoberto dizem que esses povos jamais teriam tamanha sofisticação. No entanto...

“Isto aqui nos indica que este povo que viveu aqui era um povo organizado”, mostra o paleontólogo da Universidade Federal do Acre.

“É possível que haja uma relação estreita com os antepassados dos índios atuais. Mas podem ter sido também outras populações que habitaram a região”, informa Jacó Piccoli, antropólogo da Universidade Federal do Acre.

É difícil estabelecer uma origem clara para os geoglifos, porque não se encontram pistas nas tradições dos índios que vivem hoje no Acre. “Eles não têm na sua memória, nas suas lendas, nos seus costumes, estas figuras”, diz o paleontólogo da Universidade Federal do Acre Alceu Ranzi.

Resta aos cientistas buscar indícios materiais, como cacos de cerâmica retirados dos geoglifos. “Mas ainda não encontramos uma cerâmica maravilhosa, alguma coisa de encher os olhos”, comenta Alceu Ranzi.

O que existe de concreto são alguns objetos achados na região, como os chamados vasos-caretas. Mas eles foram encontrados por habitantes da área, não por pesquisadores, e não dá para fazer uma ligação direta entre os vasos e os geoglifos.

Na falta de respostas, os moradores abraçam o sobrenatural. Seu Jacob conta que, estranhamente, as valas nunca alagam quando chove e que do chão sobe uma espécie de zumbido.

Também não faltam suposições delirantes. Exemplo: os geoglifos seriam marcas deixadas por extraterrestres. O mesmo já foi dito sobre as linhas de Nazca, no Peru - desenhos gigantescos no deserto, com formas de animais. Pura fantasia.

“As pessoas que viveram é que eram capazes de elaborar essas estruturas, como lá os egípcios foram capazes de fazer as pirâmides. Por que os nossos índios da Amazônia, os nossos habitantes daqui, não serem capazes? Está aqui a prova”, explica o paleontólogo da Universidade Federal do Acre Alceu Ranzi.

Voltamos ao sobrevoo e, surpresa, surgem vários desenhos desconhecidos. “Realmente, isso aqui é novo. São vários. Eu acho que eu contei cinco, só agora olhando aqui. Não tinha visto nem em imagem de satélite. Aqui, não tem cobertura de imagem de satélite”, comenta o paleontólogo Alceu Ranzi.

Quando olham para a imensidão dessa Floresta Amazônica preservada, os cientistas ficam imaginando quantos geoglifos, quantos desenhos geométricos estão escondidos debaixo dessas árvores. Eles estimam que nem 10% dos geoglifos tenham sido revelados.

Não é preciso derrubar a mata. Radares modernos podem encontrar os geoglifos mesmo cobertos pela floresta.

“O que vemos aqui é a pontinha de um gigantesco iceberg científico. Quando me perguntaram "descobriram o Eldorado?", sim, descobrimos o Eldorado para a ciência”, completa o paleontólogo Alceu Ranzi.

Mothman ou o Homen Mariposa


O Mothman é um cryptids dos mais misteriosos, e também dos mais facinantes. A maioria dos relatos o descreve como um ser com corpo de um homem alto, com asas de mariposa (em alguns casos, dizem “de morcego”) e grandes olhos vermelhos que emitem luz. Existem algumas variações, mas a variação mais estranha é a de que em alguns relatos a craitura não teria cabeça, e os dois grandes olhos vermelhos estariam na altura do peito. Sua aparição está associada ao acontecimento de futuros desastres.

2. História

De acordo com o livro Estranhas Criaturas do Tempo e do Espaço, de John A. Keel, a criatura sobrenatural começou a ser vista em Ohio a partir de 1959, quando sobrevoou muito rapidamente um pátio de uma mulher de um médico. Ela disse parecer tratar-se de uma borboleta gigante e apenas se atreveu a mencionar o incidente para algumas pessoas. O som foi descrito por outras testemunhas em locais e dias diferentes como sendo emitido por um grande rato.
Pesquisando melhor, descobri que a aparição deste misterioso ser foi notícia no New York Sun, em 18 de setembro de 1877. Uma curiosa criatura, com aspecto humano, mas com asas de morcego foi visto em Nova Iorque, particularmente em Brooklyn, durante o período de 1877 a 1880. A descrição da criatura vista nesse período bate com algumas descrições feitas pelos avistamentos nos anos 60, mas nada foi confirmado.

Após os vagos registros desse período, só vão haver relatos confirmadamente relacionados ao Mothman entre novembro de 1966 e dezembro de 1967, em Point Pleasant.

Point Pleasant é pequena cidade em West Virginia. Com ricas histórias e fatos misteriosos, sendo o Mothman sua história mais assombrosa.
Uma das representações mais comuns do Mothman

Uma das representações mais comuns do Mothman

Antes de morrer, Shawnee Chieftain Cornstalk amaldiçoou Point Pleasant por 200 anos. E no decorrer dos anos muitas tragédias… incêndio, inundações, o desmoronamento da Silver Bridge e o consequente descarrilhamento do trem.

Mas antes de passarmos a Point Pleasant, tenho que ressaltar aqui alguns outros relatos menores ainda na área de Ohio:

1960 – Uma mulher dirigia na Route 2, próximo ao Ohio River, com seu pai, e viu uma grande figura parecida com um homem caminhando no acostamento, com duas grandes asas.

1965 – Uma mulher que morava perto do Ohio River contou que o seu filho tinha visto algo com a forma de um anjo.

1966 – Na mesma região, uma mulher disse ter visto algo como uma borboleta gigante.

Depois desses relatos em Ohio, há um mais próximo do centro dos relatos do Mothman, em Point Pleasant:

12 de novembro de 1966, perto de Clendenin, Virginia – Cinco homens estavam em um cemitério preparando um túmulo para um funeral, quando alguma coisa parecida com um humano, de cor marrom próximo a algumas árvores, levantou vôo, passando sôbre suas cabeças. Não lhes pareceu ser um pássaro, mas um homem com asas.

Então, três dias depois, começa os relatos de Point Pleasant:

15 de Novembro de 1966 – Dois jovens casais, David e Linda Scarberry e Steve e Mary Mallette, viajavam de carro, quando passaram pelo West Virginia Ordnance Works, uma fábrica de trinitotolueno (TNT) da Segunda Guerra Mundial, há sete milhas ao norte de Point Pleasant, quando avistaram duas grandes luzes vermelhas, de 5cm de largura, 15cm distantes uma da outra, próximo à porta da fábrica.
Preste atenção no detalhe, e na data

Preste atenção no detalhe, e na data

Eles pararam o carro para verificar do que se tratava, quando perceberam que se tratava dos olhos de um animal enorme: “como um homem, só que maior, entre 1,80m e 2,10m, com duas grandes asas recolhidas às costas”. Segundo eles, os olhos eram quase hipnóticos. Quando a criatura se dirigiu a porta da fábrica, eles entraram em pânico e começaram a disparar pela Route 62, quando viram a mesma criatura, ou semelhante, na encosta de uma colina perto da estrada. Ela abriu as asas, que pareciam de morcego, levantou vôo e seguiu o carro, que àquela altura estava a 160 km/h.

Disse um dos quatro ao investigador John A. Keel que ele nem bateu as asas, ficava acompanhando-os de cima. As testemunhas disseram ao xerife interino Millard Halstead que ela emitia um ruído de um disco tocado em alta velocidade ou um gincho de camundongo. E seguiu-os pela Rodovia 62 até a divisa da cidade de Point Pleasant. Também foi mencionado que os casais ao dispararem pela Route 62 viram um cachorro morto na beira da estrada. Verificou-se que o cachorro realmente estava lá, mas não se foi registrado como os casais o notaram na velocidade em que estavam.

Quando se voltou depois para verificar a tal criatura na TNT Area, não foi encontrado vestígio, mas há relatos de que ouve um fenômeno poltergeist na casa dos Scarberry na mesma noite. Além de quatro outras pessoas em locais diferente que afirmaram ver a criatura. Um homem de Salem (sim, a cidade das tais bruxas), à 90km de Point Pleasant, relatou um encontro bizarro. Ele estava vendo televisão, quando subitamente a tela escureceu-se e um ruído estranho começou a sair do aparelho. No mesmo momento, seu cão latiu furiosamente para algo do lado de fora da casa. Quando o homem saiu para ver o que acontecia, deu de cara com a criatura descrita na outra cidade. Com os olhos tão vermelhos e brilhantes quanto refletores de bicicleta. O cão, que o dono descrevia como muito corajoso e bom cão de guarda, fugiu ao ver a criatura e desaparecera.
A foto logo em seguida, como percebem... Alguém chuta o que é o vulto?

A foto logo em seguida, como percebem... Alguém chuta o que é o vulto?

A noite foi tão cheia de relatos da criatura, que logo ela foi batizada, em um jornal de Ohio, que já tinha suas próprias histórias com a criatura. O nome dado foi Mothman.

16 de Novembro de 1966 - Sim, sim, logo na noite seguida, mais um avistamento do nosso querido monstrinho, novamente na TNT Area. O Sr. e a Sra. Wamsley, junto com Marcella Bennett e sua filha Teena, estavam indo visitar os Sr. e Sra. Thomas, que viviam próximos aos “iglus” (estruturas de concreto usadas para guardar o TNT da fábrica) em um bagalô. Próximo das 9 da noite, antes de ir embora, perceberam que havia alguma coisa atrás do carro.

Um dos presentes disse que a criatura parecia estar deitada atrás do veículo, e quando se levantou, era grande, cinzenta e com os característicos e horrendos olhos vermelhos. Todos correram de volta para a casa. O Mothman ficou alguns minutos encarando as pessoas pela janela, e quando o Sr. Thomas ligou para a polícia, a criatura foi em direção à fábrica, desaparecendo. A senhora Bennett, que mora em Point Pleasant, dise que ela ouviu a criatura em outras ocasiões e descreveu que emitia sons como o de uma mulher gritando.

Depois disso, alguns relatos pequeno são registrados:

18 de Novembro de 1966 - Paul Yoder e Ben Enochs, dois bombeiros, viram Mothman no TNT.

21 de Novembro de 1966 - Richard West, de Charleston, chamou a polícia porque viu uma criatura alada, com asas e olhos vermelhos, sentada sobre o telhado de seu vizinho.

24 de Novembro de 1966 - Quatro pessoas alegam ver o Mothman voar sobre a TNT Area.

Foto tirada supostamente no 11/09... lá está o Mothman, mas seria realmente as Torres Gêmeas ao fundo?

Foto tirada supostamente no 11/09... lá está o Mothman, mas seria realmente as Torres Gêmeas ao fundo?

25 de Novembro de 1966 - Tom Ury, estava dirigindo em Point Pleasant, quando viu o que acreditava ser um helicóptero sobre as árvores, aproximou-se dele e percebeu uma gigantesca criatura, talvez uma ave, de cor marrom cinzento e com asas. Desconfiado que iria atacá-lo, acelerou o carro e a criatura o seguiu.

26 de Novembro de 1966 – A senhora Ruth Foster vendo seu marido chegar, tarde da noite, ficou olhando-o através da janela e em frente a porta viu uma criatura com dois imensos olhos vermelhos fitando-a. Ela disse que tinha o corpo branco, gigantescas asas e uma peculiar face. Quando seu cunhado foi investigar, a criatura havia desaparecido.

27 de Novembro de 1966 - A criatura aperseguiu uma mulher na cidade de Mason, e na mesma noite duas crianças a avistaram em St. Albans.

Há também um relato sem data específica, de Earl Morrison e dois outros marinheiros, os quais estiveram na guerra do Viet-nam. Estavam de plantão, quando viram no céu, um ponto luminoso vindo em sua direção, e rapidamente, a coisa se aproximou e eles notaram duas gigantes asas de morcego em uma mulher nua. A criatura era negra, ao seu redor havia uma aura verde brilhante, que lhe dava um aspecto mais fantástico. Eles notaram que os braços e as mãos eram parte das asas.

Depois de pequenos relatos, o Mothman tem seu “grande ato” em 1967, com seus relatos voltando a partir de 11 de Janeiro do mesmo ano. Ele foi muito visto naquele ano em Point Pleasant, mas os avistamentos reduziram após a queda da Silver Bridge (Ponte de Prata, em inglês), sobre o rio Ohio, matando 46 pessoas naquela noite, e m15 de Dezembro. A Silver Bridge atravessava o Ohio River, conectando Point Pleasant, em West Virginia, com Gallipolis, em Ohio. Investigações apontaram que a tragédia aconteceu graças a um único cabo de sustentação partido. Relatos de avistamentos do Mothman próximo a ponte naquele mesmo dia levaram a crer que ele havia sido a causa da tragédia. Outros, que Mothman estava tentando prevenir as pessoas da tragédia próxima.

No total foram descritas 26 observações documentadas com descrições do Mothman na Virgínia Oeste entre 1966 e 1967. Histórias semelhantes continuaram a ser descritas em Point Pleasant até 1969. Depois dos anos 60, o Mothman esvaneceu, voltou à penumbra da realidade. Em outubro de 1974 houve uma aparição, em Elma, Nova York.

Existem ainda relatos que o Mothman foi visto nos dias que antecederam a outros acontecimentos trágicos no mundo, incluindo um terremoto na Cidade do México em 1985, o acidente nuclear em Chernobyl, em 1986 e a queda das Torres Gêmeas em Nova York, em 2001.

Houve um único relato “oficial” de aparição do Mothman fora dos EUA:

16 de outubro de 1997 – na Inglaterra, numa estrada rural perto de Sendling Park, Hythe, Kent, quatro jovens disseram ter visto uma “estrela” subir aos céus e sumir atrás das árvores não muito longe dali. Com medo, fugiram, mas logo depois pararam para ver uma luz dourada e oval que sobrevoava um campo a 80 m de distância. O OVNI dirigiu-se para a área arborizada e desapareceu de vista. De repente, as testemunhas viram uma forma escura caminhando trôpega em direção a elas, vinda do outro lado do campo. Era preta, de tamanho humano e sem cabeça, com asas que pareciam de morcego. Diante das circunstâncias, os quatro preferiram não se demorar no local.

3. Suposições

Até o momento não existe um consenso entre os pesquisadores se o(s) Homem(s)-Mariposa seria(m) uma entidade vista por videntes, uma criatura extra-terrestre, um produto da imaginação ou fantasia de alguns, ou algo não descoberto pela ciência. A relação com a profecia de futuros desastres é algo não consensual, visto que ele não se comunicava verbalmente com as pessoas, pelo menos durante as observações.

Há coincidências das aparições da criatura com relatos de aparecimentos de OVNIs. Diversas pessoas em Ohio no ano de 1966 relataram terem visto discos voadores.
Imagem clássica do Homem-Mariposa. Será uma coruja mesmo?

Imagem clássica do Homem-Mariposa. Será uma coruja mesmo?

Dizem que Mothman nasceu no TNT. TNT é assim chamado, porque durante a 2ª Guerra Mundial, as forças armadas estocaram TNT e outros produtos químicos, para a fabricação de munição, dentro de várias construções com formatos de iglús. Essas construções estão bem trancadas e inacessíveis. O Mothman então seria algum tipo de experiência que seria usada como arma na 2 Grande Guerra, mas ficou trancada no TNT.

Há também coincidências das aparições da criatura com relatos de aparecimentos de OVNIS. Diversas pessoas em Ohio no ano de 1966 relataram terem visto discos voadores.

Para aumentar a confusão, ocorreu uma grande quantidade de desaparecimento de cães e mutilações eram encontrados ao redor de TNT e começaram a achar que deveria ser a ação de algum desconhecido bruxo no local, e consequentemente a vinda de Mothman.

Outros lembraram-se da maldição de Cornstalk e acreditavam que Mothman seria a sua vingança.

Vários estudiosos do caso deduzem que a tal criatura com grandes asas e olhos vermelhos pode ser um Tyto alba, nome científico para uma coruja que se esconde em celeiros e só sai à noite. Mas as conclusões ainda não são definitivas e os estudos e discussões avançam.

A afirmação menos contestável é de que isto não foi um hoax, afinal centenas de pessoas disseram que o viram, investigações foram feitas, jornais noticiaram os fatos, com o acompanhamento pessoal de John A. Keel (veja mais à frente), que ouviu todos os relatos sobre Mothman. As testemunhas foram identificadas como pessoas educadas e honestas, altamente devotas de suas convicções religiosas e não teriam motivo de mentir.

4. Livros, Filmes e Documentários

O caso em Point Pleasant levou a uma série de estudos. Entre eles o famoso livro The Mothman Prophecies (As Profecias do Homem-Mariposa, 1975, inédito no Brasil), de John A. Keel (1930 – 2009), jornalista, ufologista e parapsicologista conhecido por suas pesquisas sobre UFOS (OVNIS) e o caso do Mothman. O livro traz com detalhes os relatos das pessoas que o avistaram, bem como alguns fatos em primeira mão que Keel conseguiu durante seus estudos. O livro mostra relações entre OVNIs e atividade paranormal.

A estátua em Point Pleasant, feita por Robert Roach

A estátua em Point Pleasant, feita por Robert Roach

O livro de Keel virou também inspiração para o filme de mesmo nome, The Mothman Prophecies (A Última Profecia, em português), de 2002, com Richard Gere e Laura Linney. O filme, com algumas mudanças, conta sobre um homem que após perder a esposa, vai parar sem explicação na cidade de Point Pleasant, onde estranhos fatos estão acontecendo.

Também há um documentário intitulado “In Search of the Mothman” (Em busca do Homem-Mariposa), criado pelo criptozoologista Loren Coleman com a Sony/Sreen Gems studio, dirigido por David Grabias.

Ainda há uma série de livros e um reality show chamada The Mothman’s Photographer (O Fotógrafo do Homem Mariposa), com Keel e mais de 50 testemunhas!

Mas também em 2002, ano do filme The Mothman Prophecies, a revista Skeptical Inquirer (Algo como o “Inquisidor Cético”), publicou em 2002 uma série de cartas entre Keel e Gray Baker, um famoso falsificador de OVNIs, colocando em dúvida a originalidade do livro e dos casos nos anos 60. Mas nada disso acabou se confirmando, ou sendo negado.

5. Cultura Popular

Atualmente não há mais registros de avistamentos do Mothman, mas sua história ainda faz muito sucesso entre os interessados pelo assunto. Em Point Pleasant existe um museu dedicado totalmente ao Mothman, com direito à excursões por onde ele foi visto.

Há também o Mothman Festival, comemorado durante todo o terceiro final-de-semana de setembro, em Point Pleasant.

Outro marco em Point Pleasant é a estátua do Homem-Mariposa que fica no centro do local. A estátua corresponde à maioria das descrições (apesar de ter pelo no peito e dreadlocks xD). Abaixo dela, uma placa relembra o primeiro avistamento.

A placa diz:

“Em uma gélida noite de outono em Novembro de 1966, dois jovens casais dirigiam pela área de TNT no norte de Point Pleasant, Virgínia Ocidental, quando perceberam que não estavam sozinhos. O que viram naquela noite se transformou em um dos maiores mistérios de todos os tempos; desde então, o Legado do Homem-Mariposa começou. Tem se transformado em um fenômeno conhecido em todo o mundo por milhões de curiosos fazendo perguntas. O que realmente aconteceu? O que aquelas pessoas viram? Ele tem sido visto desde então? Ainda ilumina a curiosidade no mundo – O mistério por trás do Homem-Mariposa de Point Pleasant, Virgínia Ocidental.”